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Grito Rock 2012
Se prepare São Carlos! Tá chegando o Grito Rock 2012 - 08 à 11 de março
Pois é, pessoal, a quinta edição do Festival CONTATO chegou mais rápido do que se imaginava. E vem mais forte que nunca!
O Festival é um projeto da UFSCar que estimula o cenário cultural de São Carlos e região e em 2011 vai acontecer entre os dias 14 e 20 de novembro, com abertura oficial marcada pra segunda, dia 14. A programação conta com debates sobre cultura e políticas públicas, Circuito Paulista de Festivais, Pré-Fórum Paulista de Cultura Digital, Cicuito Universitário de Cultura Livre e Conselhos Municipais de Cultura.
Na área dedicada à formação, traz oficinas de zine, rádio livre, encadernação, espaço permanente do Hacklab LabMacambira, e atividades do projeto Games 4 Change. Além disso promoverá uma festa eletrônica com dois ambientes na casa de show Banana Brasil, uma Noite Fora do Eixo no palquinho CAASO/USP, e programação especial dedicada aos 50 anos de cineclubismo da cidade na noite de quarta-feira no Teatro Florestan Fernandes (UFSCar).
No sábado de manhã será realizado o Pré Sanca Hip Hop, com revitalização do Centro Esportivo Dario Placeres Junior, ao lado do SAAE no centro, com graffiti, soundsystem e apresentação de BBoys. A noite rola o Saia para Dançar, com três casas noturnas da cidade promovendo festas simultâneas com entrada única e programação diversificada. Na Praça de Diversões do CONTATO, a III Feira de Economia Solidária abre as atividades que ocorrem sábado e domingo ao longo de todo dia. Este ano, além de ocupar a Praça do Mercado, o Festival leva para a Praça dos Voluntários as atividades voltadas para o público infantil, o Contatinho.
A partir das 15h30 começam os shows, projeções e performances do CONTATO Eletrônico. No sábado tem os noruegueses BigBang e os paulistanos Garotas Suecas e Marcelo Jeneci, e no domingo o rapper Criolo, Maracatú Estrela Brilhante, DJ Tudo e Gente de Todo Lugar, além de outros nomes que compõem a nova música brasileira.
A maior parte da programação do Festival é gratuita e aberta ao público, portanto acompanhe dia a dia o que vai rolar e #FaçaContato.
Você já pode confirmar sua presença no Festival clicando aqui!
As segundas-feiras estão se tornando dia ou de Cineminha ou de Rap no Jardim Gonzaga. E hoje teremos a segunda edição do Rap no Gonzaga! As atrações são Residentes 23, aqui de São Carlos e MC Peqnoh, de Piracicaba. As atividades como de costume são sediadas no espaço da quadra da Estação Comunitária, a ECO.
Hoje chegaremos às 18h para começar a montar os equipas, e algumas crianças e jovens já nos ajudam a carregá-los e aprendem a montar certinho o palco para que o som fique o mais fino possível.
Enquanto isso, a Zenita, dona de um estabelecimento que fica na frente da ECO, está preparando seus espetinhos de churrasco e montando a barraquinha para vender seus salgadinhos delícia.
Quando o show começa, às 8 da noite, é só alegria. Além das bandas, teremos a projeção de videoclipes de Rap antes e entre os shows. Vamos lá, galera, curtir o bom rap com a gente.
O evento é gratuito e a ECO fica na Avenida Maranhão, número 35. Para quem ainda não conhece o Rap no Gonzaga, hoje é o dia! Confirme sua presença: http://on.fb.me/nvk1do
Andando pelo Gonzaga escuta-se aqui e ali, em um celular ou um rádio dentro de uma casa, o som do rap. O rap se consagrou como uma forma de expressão em que se canta não só a cultura da periferia, mas também da realidade de um país da desigualdade social. Essa música se ouve em todos os cantos do país e tem um poder de reconhecimento muito grande. Por isso esperamos desse evento uma unificação de várias pessoas de locais e realidades diferentes, que querem curtir um bom som e conferir as ações culturais que estão acontecendo na cidade. Temos que unificar as forças e junto com os moradores do Jardim Gonzaga, Santa Felícia, Antenor Garcia, Cidade Aracy vamos movimentar mais a cultura desses lugares tanto quanto da cidade.
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Teremos a banda Dureggaeaohiphop de São José do Rio Preto, além de duas bandas de São Carlos, Função de Periferia e Sem Medo do Medo. Nos intervalos dos shos teremos a exibição de videoclipes, entre eles o clipe que acabou de sair do forno do Sem Medo do Medo. O videoclipe foi fruto de uma oficina que foi realizada na Semana do Audiovisual aqui em São Carlos e foi produzido no bairro mesmo pela galera da banda e outros moradores, além de outros parceiros. Ele já foi exibido na segunda-feira passada e até o pessoal do futebol ali no campinho na ECO parou para assistir aos colegas de longa data que apareciam nas imagens, e promete ser sucesso de novo. Por isso vejam o clipe aqui mas não se esqueçam de conferir ele amanhã, junto com o show da banda.
O Rap no Gonzaga vai começar às 8 da noite, vai ser na Estação Comunitária, que fica na Avenida Maranhão, número 35. O evento é gratuito. Vamo lá galera, que vai ser muito daora!
É com um prazer imenso que vou tentar botar no papel o que aconteceu durante os 5 dias que ficamos em Fortaleza durante uma ocasião mais que especial: a Feira da Música. Não vai ser fácil, mas vambora.
Nosso avião em Campinas estava marcado para perto das 13h. Saímos com folga de São Carlos, que não é tão longe assim. Ninguém gosta de esperar, mas a gente não podia perder esse vôo de jeito nenhum, né. A Fer Martucci, também membro do Aparelho Coletivo, levou a gente de carro pra Campinas, pois ficava muito mais barato que ir de ônibus. O Nilo (batera) ficou pois tinha que trabalhar e chegaria lá na sexta-feira.
Tudo ocorrido perfeitamente, poucas horas depois (é incrível como viajar de avião é rápido) estávamos sobrevoando Fortaleza. “Velho, a parada é muito grande” foi o que ouvi umas duas três pessoas dizendo, enquanto o mesmo se passava pela minha cabeça. Infelizmente não temos um registro físico dessa imagem, já que é proibido usar qualquer tipo de eletrônicos a bordo (mesmo no modo avião, vai entender), mas da cabeça não vai sair nunca mais.
Descemos do avião ainda meio bestificados, perdidos, mas tivemos uma ótima surpresa no saguão do aeroporto: o motorista da van nos esperava com uma plaquinha escrito “Feira da Música”. Quando perguntamos seu nome ele disse “Pode me chamar de Alegria!” com um baita sorriso no rosto e assim adotamos o apelido de fato com alegria.
Ele nos levou não para o hotel, mas para a casa do Lenildo, da Nádia e do Gabriel, parentes da Aninha, que é uma amiga muito próxima da banda, visto que se formou na mesma classe que a gente na UFSCar. Eles receberam a gente incrivelmente bem num apartamentozinho de térreo num condomínio simples e extremamente aconchegante. O Lenildo trabalha num curso de formação em linguagem cinematográfica e o Gabriel é viciado em música: pronto, tínhamos assunto pra sempre! É claro que aproveitamos o quente de Fortaleza pra tomar uma gelada no mesmo dia. E a noite foi longa devido a uma cachacinha especial deles por lá. Deixa quieto..
No dia seguinte acordamos com uma missão: terminar os DVDs do nosso Kit. Enquanto o Ju gravava e carimbava, eu e o Hard colocávamos o encarte, o CD e o DVD dentro da capinha. A gente queria tirar uma foto e não tinha como. Foi aí que nossa viagem pela internet e pelo digital começou a acontecer. Com a própria webcam do notebook tiramos essas fotos, que não são lá de grande qualidade, mas que, upadas no Facebook em segundos deram início á nossa cobertura digital do rolê:
De missão cumprida guardamos nossas coisas e esperamos a van chegar. Nos despedimos da galera já sabendo que seria por pouco tempo, já que os veríamos mais tarde, e corremos pro hotel Portal da Praia pra guardar as nossas coisas. O quarto do hotel era relativamente pequeno, mas muito bem arrumado e tinha ótima estrutura, além de possuir ar condicionado, imprescindível em Fortaleza se você não quiser derreter. Velho, tinha internet de graça no hotel e isso possibilitou que mais uma vez utilizássemos a webcam pra registrar o momento e divulgar. Saca só o mapa que encontramos no quarto:
Com as coisas organizadas, corremos pra conhecer o tão bem falado Dragão do Mar. Mano, o lugar é um absurdo, gigantesco, vários prédios, várias praças, quadras, bares, e até uma salinha tipo museu, que abrigava uma exposição interessantíssima de um artista plástico chamado Erickson Britto. Foi aí que fizemos nosso primeiro teste maluco. Dotados de um celular com wireless, aproveitamos a estrutura da Feira da Música (que disponibilizou internet gratuita no Dragão do Mar todos os dias) e subimos nossa primeira foto de um “dispositivo móvel”, no caso uma das obras expostas, saca só que doidera:
Quando saímos da sala-museu nos deparamos com outro cenário: a noite estava chegando ao Dragão do Mar, e também as pessoas. E foi aí que o bixo começou a pegar. Era gente de todo tipo circulando por ali, o que deixou a gente muito feliz. Quando vimos o palco principal, chocamos! A parada era muito grande, velho. Rondando por ali, descobrimos que a primeira apresentação era uma peça de balé da conceituada coreógrafa Débora Colker. Curiosos e instigados, ficamos por ali enquanto não parava de chegar gente, até que o gramado em frente ao palco lotou de maneira absurda. E foi uma “briga”: o pessoal começou a sentar pra todo mundo ficar confortável, mas óbvio que alguns não quiseram se sentar e enfim os sentados começaram a levantar. De qualquer forma, vimos o primeiro ato da peça de maneira tão compenetrada que nem pareceu que durou quase uma hora o espetáculo.
No mesmo dia encontramos muitos amigos, como o Caio do Toque no Brasil, com quem eu tive uma conversa Federal! Contudo prefiro não me alongar aqui senão ou eu ou você desistiremos antes do final do post. Rolou uma balada sensacional de abertura no bar Amici, onde tocaram as #FEmininas e o duo Finlândia. Além disso trombamos mais gente conhecida, como o pessoal das bandas Mama Gumbo e Huey, que se não eram ainda nossos brothers de fato, ali se tornaram. E foi com eles que encerrei minha primeira noite (manhã já, né) num sensacional cais de pedra na praia!
No dia seguinte tínhamos duas coisas na mente: Rodada de Negócios e o painel Copa, Economia e Política, mediado por Glauber Uchoa, do SEBRAE. Ambos foram sensacionais. Na rodada tivemos conversas muito esclarecedoras e produtivas com o pessoal da Melody Box, do Banco do Nordeste, além de ter conhecido o George Frizzo, produtor gente boa demais. O painel foi muito bom também, com extensas discussões sobre a copa no Brasil e suas consequências, com ótimas intervenções do saudoso Cláudio Prado.
E é por aí que as coisas começam a se embaralhar na minha cabeça.. Então, curiosos, atenham-se aos fatos e não a datas, por favor. Vou fingir que lembro de tudo muito bem:
Quando acabou o painel ficamos perambulando mais um pouco pelo Dragão do Mar e tocamos pro hotel, tomar banho e dar uma arejada na cabeça pra sacar mais pra noite o ótimo e pesadíssimo show da galera da Huey. Depois disso, outra baladinha pra encerrar a noite: ótimo show de lançamento do CD do Vitoriano chamado ”Plantando Semente no Asfalto Quente”.
No dia seguinte o painel foi sobre Ativismo Digital, com Pedro Alexandre Sanches (SP), Bruno Torturra (Revista Trip/SP), Uirá Porã (Tuxaxuá Cultura Viva), mediado por Felipe Gurgel (Jornalista e Músico/CE). Foram horas de troca de ideia sobre o assunto, visto de diversos ângulos e pontos de vista, conjunturas e contextos. E isso tinha tudo a ver com o que digo aqui: sem a internet esse registro do painel não seria possível:
Pra acelerar, nosso último dia foi incrível, mas já tinha aquele gostinho de saudades de quando algo bom tá chegando ao final. Estávamos gastando nossas últimas Patativas, Moeda Complementar usada na Feira da Música com nome que homenageia o grande poeta local Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, que pode ser visto em estátua nessa foto, também tirada do celular:
Comemos todos os dias com elas em restaurantes conveniados à Feira, e com economia deu pra tomar algumas cervejinhas. Um ápice muito massa disso foi na mesa de bar com a galera da Banda de Joseph Tourton, outros parceiros de longa data. Saca só o registro digital instantâneo:
Pra finalizar, chegamos ao clímax e motivo de tudo isso: o show. Depois da apresentação muito louca dos trutas da Mama Gumbo subimos no palco com vontade de descarregar toda a energia acumulada. Pra um palco onde rolou chorinho e orquestra nosso som e postura eram bem diferentes, mas a gente fez o que mais gosta: tocamos. No começo tinha umas 150 pessoas e ao longo do show tantas pessoas foram parando que eu posso chutar umas 400 no final. Só que não vou falar do show. Fica aqui o convite pra que vocês assistam o video no fim desse post.
Mas antes um último agradecimento especial do fundo de nossos corações para todos que fizeram essa Feira acontecer, que lembraram e confiaram na gente, todos que compareceram e cantaram junto nosso instrumental, o grande Lenildo e sua família que nos receberam tão bem, nossa querida amiga Aninha antes tão perto e agora tão longe, o Circuito Fora do Eixo que não só faz parte mas é a nossa vida hoje em dia. Enfim, todos que de alguma maneira estiveram conectados com a gente nesse período tão importante para a banda e para cada um de nós, somos profundamente agradecidos.