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Out 18, 2011

Conexão RS – parte 2

por Jovem Palerosi

Depois da imersão em Santa Maria, a receptividade em Porto Alegre foi calorosa novamente, com mais um churrasco na casa do Moyses (difícil pensar em ser vegetariano lá). Mais foco pra organizar o material que produzi para a instalação da Bienal e me atualizar virtualmente, nos emails e nas próximas atividades por lá.
Já no dia seguinte, parti pra Casa Fora do Eixo Porto Alegre, um apê super aconchegante na cidade baixa, região central. Foi ótimo viver a materialização de mais uma base do Circuito em uma capital, reencontrar e conviver alguns dias com a Cláudia e o Atílio, e depois com o Rodrigo (Proyecto) Gomez, que veio para tocar em Santa Maria e no Festival Morrostock. Além de conhecer melhor a cidade, ainda deu pra passar nas exposições da Bienal do Mercosul por lá, ir conhecer (se perder em) Sapiranga e prestigiar o show do Arthur de Faria e Seu Conjunto, muito bom.

 

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Na 6a feira finalmente reencontrei meus parceiros do Falsos Conejos, uma das melhores bandas argentinas que conheço, que está em sua terceira tour pelo país. Eles haviam me convidado para fazer uma participação nos shows, desenrolar algo semelhante ao que fizemos ano passado aqui no Festival Contato em Sanca e no Studio SP na capital.
O Facu, novo baixista da banda, veio em um vôo separado e quase perdeu a conexão, mas deu tudo certo. Com um certo tempo, fomos para o Live Sport Club, montamos os equipos e fizemos algumas experimentações dentro de três músicas que estão no repertório do Conejos. O show foi junto com o Pata de Elefante, que também organizou a noite. Satisfação total em criarmos juntos este espaço laboratório mesmo para experimentar novas sonoridades. No show, o que fiz foi samplear a guitarra e a bateria, criando camadas de noise junto com o som da banda.

 

Falsos Conejos - #MusicaEstadoPuroTOUR Brasil 2011 - FLYER COM TODOS OS SHOWS - RS/PR/SP/RJ/MG

 

No dia seguinte repitiríamos a dose no Morrostock, mas um erro de logística mental, fez com que os equipamentos ficassem em Porto Alegre e o festival fica afastado, sem comunicação e com poucos transportes. Uma pena, fiquei bem frustrado, mas superei vendo o ótimo show deles e de vários outros grupos em um puta festival, cheio de gente alto astral. No meio da noite ainda deu pra encontrar e se atualizar das andanças do Aeromoças que tocaria no dia seguinte pela manhã. Infelizmente não dava pra mudar o meu vôo e não deu pra ficar e ver o show e nem participar da intervenção na Bienal do Mercosul que o Conejos faria com o Marcelo Armani, outro músico/artista sonoro/performer muito foda, que ainda nos recebeu em sua casa.
Voltei com a cabeça lá, meio chateado por esses desencontros, mas naquela eterna busca em aprender com os erros e acertos e buscar a essência em cada trabalho que estou envolvido. Com certeza ainda faremos muitas coisas juntos. Vamo em frente.

Out 13, 2011

Imersão RS

por Jovem Palerosi

Cruzar o Brasil demorou aproximamente umas 12 horas, entre vôos, conexões e tudo mais. Depois de esperar algumas horas no aeroporto de Porto Alegre, fui muito bem recebido pelo grande figura Moyses Lopes. O cara é cabeção das antigas, tipo um vj/dj/músico/performer, que trabalha com vários projetos doidos e tem focado os trabalhos em intervenções e instalações. Nos conhecemos na SEDA em São Carlos e foi imediata a nossa identificação e vontade para fazer coisas juntos. Foi então que surgiu o convite para  fazer uma apresentação na Bienal do Mercosul em Santa Maria, no Espaço Recombinante, organizado pelo pessoal da Sala Dobradiça, parceiros do Macondo Coletivo.


Logo que cheguei, fui muito bem recebido pela família de Moyses com um churrsasco profissa e cervejas regionais, genial. Bons papos durante um tempo e depois ainda entrei noite a dentro para começar a preparar nossos trampo dos próximos dias. Foi minha primeira experiência com a APC 40, um controlador bueníssimo para trampar com o Live. Todo tempo livre que tive, foquei em estudar o software e preparar loops de bateria, sintetizadores e outros samples para tocar junto com loops de guitarra tocados ao vivo.

No dia seguinte, depois de trabalhar mais no período da manhã, fomos de tarde para Santa Maria, finalmente conhecer esta terra que sempre fazem referência a São Carlos. Recepção finíssima também de Cacau, Jeff Bernardo, Francine, Marcelo Cabala, Alessandra Giovanella, Elias e demais parceiros de lá. O primeiro dia ótimo para me contextualizar de todo o trampo na Bienal, e mais especificamente o contexto do Espaço Recombinante e da Sala Dobradiça. O grande lance foi a busca por resignificar o espaço/tempo criado na Gare, antiga estação de trem.

 

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Domingo, depois do clássico Risotão do Macondo Coletivo no Boteco do Rosário, foi mais um dia para interações na cidade, conhecendo melhor os espaços e mais especificamente o local onde faríamos a instalação no dia seguinte. Ah, ainda rolou mais um churrasco profissa organizado pelo Rami do Macondo Lugar.

Então chegou segunda-feira e tudo rolou maravilhosamente bem. Correria boa para montar toda a estrutura, testar e armar todos os equipamentos de áudio e vídeo. Do lado de fora, as projeções de Moyses tinham como base de imagem as letras do projeto, bancos de imagens dele e de outros parceiros. Comigo, do lado de dentro da casinha, montamos um lounge, com luzes coloridas, almofadas e um microfone livre para que as pessoas interagissem e nós íamos sampleando estes sons, que iam se incorporando a música.

 

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Tudo muito orgânico, interativo, bonito de se ver e participar. Todos gostaram muito da experiência, empolgante para ser levado ainda mais a fundo em próximas oportunidades. Estamos laboratoriando a frente de Eletrônica do Fora do Eixo e cada vez se tornam mais concretas as possibilidades que conseguimos nestas trocas de experiências em cada imersão como esta.
A viagem e os trabalhos continuam, agora de volta a Porto Alegre…

 

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fotos: Diogo Figueiredo/Macondo Coletivo

Recomb::in::situ mapping (Foto: Paulo Fernando Machado).

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